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terça-feira, 30 de agosto de 2011

FOLCLORE


   A palavra Folclore surgiu com o antiquário inglês Wilian Jonh Thoms, em carta dirigida à revista Atheneum, que a publicou em 22 de agosto de 1846.
   O radical Folk significa povo, e o radical Lore quer dizer conhecimento, saber.  A palavra folclore portanto, expressa aquilo que o povo sabe, conhece. Atualmente, devemos acrescentar algumas palavras para melhor conceitua-lo: o folclore estuda o que o povo sabe sem ter aprendido nas escolas e universidades, tudo aquilo que foi transmitido  de geração para geração.
    
     Lendas são narrativas de fatos de caráter maravilhoso, desfigurados pela imaginação popular.  As lendas foram muito difundidas entre os índios para explicar o surgimento do sol, da lua, das estrelas, etc. São exemplos de lendas indígenas brasileiras: da Vitória-régia, do guaraná, Iara, da casa de Tupã, da cobra grande, da Marabá, entre outras.
  
    Mito são narrativas com base em crenças populares, onde há a transfiguração de seres e fenômenos da natureza em corpos inaturais e forças sobrenaturais.  São exemplos de mitos: Saci, Cuca, Lobisomem, mula sem cabeça, curupira, entre outras.

            A linguagem escrita é aquela que aparece em publicações e leva em conta os modos de se expressar do povo.  São exemplos a linguagem de lampião, do Padre Cícero e a literatura de Cordel - forma de literatura em pequenas brochuras, com histórias em versos ilustradas por gravuras que fixam, em traços rústicos, uma cena ou personagem do romance.  Recebe este nome porque os folhetos costumam ser atados a uma cordinha e pendurados em seus pontos de venda.  Os temas são lendas, tradições locais, fatos do momento, crimes ou façanhas heróicas.
 
     A linguagem falada são as adivinhações, os provérbios, acalantos, danças cantadas e anedotas.  São exemplos de adivinhas:
         ¨o que é o que é tem bico e não bica, tem asa e não voa?¨
         Ö que é o que é cai no seco não quebra, cai na água e quebra?¨

São exemplos de provérbios:
Em lagoa que tem piranha, jacaré nada de costas.
Quem não arrisca , não petisca.
Quem conta um conto , aumenta um ponto.

         Os usos e costumes folclóricos abrangem as comidas típicas, as rendas, bordados e louças de barro de cada região.  Por exemplo, em se falando de alimentação, temos o vatapá, o caruru e a galinha de xim-xim, na Bahia; a carne de sol no RGN, o churrasco gaúcho, e a torta capixaba no Espírito Santo, etc.
         Danças folclóricas é o nome genérico dado pelos folcloristas brasileiros aos nossos grandes bailados populares.  Eles se baseiam num assunto e tem, na sua maioria, partes faladas e representadas.
·                        Piauí: xerém. Coco e baio.
·                        Ceará: baião, milindô e forró.
·        RGN : bambelô e serrote
·        Paraíba: coco, ciranda, choradinho ou baião.
·        Pernambuco: frevo, xaxado, coco, ciranda.
·        Alagoas: coco,xenhenhén.
·        Bahia: samba de roda, lundu.
·        Rio de janeiro: samba.

       As festas folclóricas são numerosas e variam de estado para estado.  Temos como exemplo a festa de Nosso Senhor do Bonfim, realizada em Salvador, caracterizada pela lavagem das escadarias da Igreja; a festa do Divino Espírito Santo, onde os participantes são figuras que retratam o Brasil dos tempos coloniais.; as festas juninas; a festa do Bumba meu Boi, representação originada no nordeste e disseminada pelo país, com figuras e músicas essencialmente brasileiras.  O motivo é a vida, morte e ressureição do boi.   Em cada localidade tem um nome diferente: boi de mamão, etc.  O carnaval é definido como uma festa profana.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Arte Gótica

           O estilo Gótico desenvolveu-se na Europa, principalmente na França, durante a Baixa Idade Média e é identificado como a Arte das Catedrais. A partir do século XII a França conheceu transformações importantes, caracterizadas pelo desenvolvimento comercial e urbano e pela centralização política, elementos que marcam o início da crise do sistema feudal. 
         Surgem novas categorias sociais dedicadas ao artesanato e ao comércio.  Ascende o poder do rei em países como França e Inglaterra, onde observa-se a grande influência do Clero.  Abades e bispos, monges e padres mostravam-se mais interessados no poder e bens materiais, a ponto de frequentemente entrarem em conflito com a nobreza, com os soberanos e com o próprio imperador. 
         A arquitetura foi a principal expressão da Arte Gótica e propagou-se por diversas regiões da Europa, principalmente com as construções de imponentes igrejas. Apoiava-se nos princípios de um forte simbolismo teológico, fruto do mais puro pensamento escolástico: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos e os nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por meio da mágica luminosidade de suas cores, as histórias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras.
          Preocupados com a verticalidade, os arquitetos góticos criaram os arcos ogivais, que são agudos e que, como o termo indica, apontam para o alto.  Esta é uma característica primordial da arquitetura gótica.
        Na zona alta da Igreja e em toda capela-mor, abrem-se grandes janelas com vitrais coloridos e figurativos. Filtrada pelos vitrais, a luz que se difunde pelo interior da catedral não parece provir de uma fonte natural e cria uma atmosfera cálida e luminosa que transmite êxtase.
   


   Outro elemento arquitetônico da arte gótica é a rosácea.  Sua forma circular, dividida em finos raios de pedra semelhantes ao de uma roda.  Tinha para o cristão da época, um significado duplamente simbólico: ao sol, símbolo de Cristo , e a rosa, símbolo de Maria.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Arte Renascentista

     Com  o fim da Idade Média, após a invasão dos bárbaros, após a escravidão feudal que havia levado o povo à mais profunda miséria, surge a cidade como centro de comércio e de troca de valores. É nesse exato momento que se desenvolve a vida cultural e artística européia.  Há o fortalecimento do comércio e dos banqueiros.  A cultura apresenta um salto de qualidade em relação à Idade média.

      A arte clássica, com seu conceito de perfeição da forma e da proporção, torna-se um modelo de referência. O artista passa a ser o autor de seus projetos e deixa o anonimato.  Renascimento ou Renascença significa o nascer do homem depois de séculos de escuridão. No Renascimento os quadros obedecem  a uma perspectiva, onde quase sempre há uma paisagem por trás.  Buscam o domínio da forma.  Dois séculos exprimem bem esse momento:  o Quattroceno e o Cinquencentto.




                     O QUATTROCENTO



          A explosão da arte neste século ocorre na Itália, em Florença. Na pintura descobre-se um novo elemento - o espaço - que se une à cor e à forma.  Antes desta época, os artistas não estavam muito preocupados com a exatidão e semelhança.  Depois , começam a seguir um método matemático-geométrico, que consistia em apresentar um desenho com extrema precisão bidimensional, nascendo assim as leis da perspectiva.  Uma verdadeira fome de desenhar e pintar com perspectiva se apossa dos pintores, escultores  e arquitetos.
             A arquitetura do Quatrocento italiano mostra, corajosamente, os esquemas e as estruturas típicas da Idade Média e , se difunde para a arquitetura clássica grega, como uma verdadeira revolução artística.  As igrejas são bonitas, mas não tão majestosas e imponentes como a Basílica Romana.
             São representantes deste período:


  •   Fra Angélico - frade dominicano que pintou uma série de afrescos no convento de São Marcos e muitos outros quadros, nos quais demonstra sua religiosidade e delicadeza.


  • Filippo e Filippino Lipi - dois artistas que pintaram muitas madonas (Nossa Senhora).


  • Ghirlandaio - era assim chamado porque pintava guirlandas em torno de seus quadros.


  • Sandro Botticelli - dá vida a sua criatividade e a sua fantasia realizando obras de fundo profano e mitológico.  Em um emaranhado de linhas sinuosas, movendo corpos e vestes, pintando flores, folhas e arbustos, criou quadros inovadores e vibrantes.  O mais Célebre é A Primavera; depois vem  O Nascimento de Vênus.  Botticelli morreu em 1510, pobre e esquecido.  Muitos de seus quadros foram queimados publicamente por serem considerados profanos pela Igreja.


















                     O CINQUENCENTTO


            A vida social na Itália vai se refinado com o desenvolvimento da arte.  O Renascimento se expande para fora da Itália.  A princípio na França, depois na Espanha, Alemanha e Holanda.
            A Igreja é quem mais se utiliza dos trabalhos dos artistas.  Podemos notar também que neste período há uma perfeita harmonia entre a escultura e a pintura.  Surgem assim, grandes pintores escultores como por exemplo Michelangelo Buonarroti.
             Como pintor, Michelangelo foi encarregado pelo papa Julio II de pintar o teto da Capela Sistina no Vaticano, e depois de 25 anos, o restante do altar.  Pintou também a Criação do Mundo.  Foi um esforço tão grande que teve sua saúde comprometida para sempre.  A força de seu desenho deixou marcas profundas nos artistas de sua época como Rafaelo, Tintoretto e Tiziano.

            Foi também um grande escultor.  Seu material preferido foi o mármore.  Em duros blocos ele esculpia de forma quase precisa.  Enumerar suas esculturas será difícil, pois são numerosas, mas duas marcaram sua carreira: Pietà ( Nossa Senhora com Jesus morto em seus braços) e David.
     
          Leonardo da Vinci  foi outro grande pintor do Renascimento.  Ele sintetiza e exalta o Renascimento com uma interpretação pessoal e poética da natureza.   Não é possível dizer se Leonardo da Vinci foi melhor como artista ou como inventor.  Se ,de um lado, legou-nos belíssimos quadros, de outro deixou numerosos trabalhos escritos sobre astronomia, hidraúlica, botânica, anatomia, urbanismo, engenharia e matemática.  Descobriu muitos inventos.  Em suas obras usou o esfumaçado.  Pintou madonas e outros personagens.  Destacam-se os quadros: A Anunciação, A Virgem e Sant'ana, Adoração dos Magos, A Santa Ceia e Monalisa.



terça-feira, 12 de julho de 2011

ARTE AFRICANA

     
          
        
         A arte Africana exprime usos e costumes das tribos africanas. O objeto de arte é funcional, desenvolvido para ser utilizado, ligado ao culto dos antepassados, profundamente voltado ao espírito religioso, característica marcante dos povos africanos.     
     Os povos africanos faziam seus objetos de arte  utilizando  diversos elementos da natureza. Faziam esculturas de marfim , máscaras entalhadas em madeira e ornamentos em ouro e bronze. Os temas retratados nas obras de arte remetem ao cotidiano, a religião e aos aspectos naturais da região. Desta forma, esculpiam e pintavam mitos, animais da floresta, cenas das tradições, personagens do cotidiano, etc.




    



     A arte africana chegou ao Brasil através dos escravos, que foram trazidos para cá pelos portugueses durante os períodos colonial e imperial. Em muitos casos, os elementos artísticos africanos fundiram-se com os indígenas e portugueses, para gerar novos componentes artísticos de uma magnífica arte afro-brasileira.
      As máscaras são as formas mais conhecidas da arte africana. Para eles, a máscara representava um disfarce mítico com o qual poderiam absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las na cura de doentes, em rituais fúnebres, cerimônias de iniciação, casamentos e nascimentos.  A máscara é a ligação entre o divino e o humano.
      Uma máscara é um ser que protege quem a carrega. Está destinada a captar a força vital que escapa de um ser humano ou de um animal, no momento de sua morte.
      Pablo Picasso, por volta de 1905, tomou conhecimento da arte africana - e aí surgiu nitidamente a inspiração para o movimento cubista. Um exemplo dessa influência é o importante quadro "Les Demoiselles D'avigno’n.




   
     

ARTE INDÍGENA



Na época do descobrimento, havia em nosso país cerca de 5 milhões de índios. Hoje, esse número caiu para aproximadamente 200 000.  A arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz. É por isso que os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam significativamente de uma tribo para outra.

A Visão Indígena Brasileira
O que é índio? Um índio não chama nem a si mesmo de índio, esse nome veio trazido pelos colonizadores no séc. XVI. O índio mais antigo desta terra hoje chamada Brasil se autodenomina Tupy, que significa "Tu" (som) e "py" (pé), ou seja, o som-de-pé, de modo que o índio é uma qualidade de espírito posta em uma harmonia de forma.


ARQUITETURA

        Taba ou Aldeia é a reunião de 4 a 10 ocas, em cada oca vivem várias famílias (ascendentes e descendentes), geralmente entre 300 a 400 pessoas. O lugar ideal para erguer a taba deve ser bem ventilado, dominando visualmente a vizinhança, próxima de rios e da mata. A terra, própria para o cultivo da mandioca e do milho. No centro da aldeia fica a ocara, a praça. Ali se reunem os conselheiros, as mulheres preparam as bebidas rituais, têm lugar as grandes festas. Dessa praça partem trilhas chamadas  pucu que levam a roça, ao campo e ao bosque. 
          Destinada a durar no máximo 5 anos a oca é erguida com varas, fechada e coberta com palhas ou folhas. Não recebe reparos e quando inabitável os ocupantes a abandonam. Não possuem janelas, têm uma abertura em cada extremidade e em seu interior não tem nenhuma parede ou divisão aparente. Vivem de modo harmonioso.  
  
PINTURA CORPORAL E ARTE PLUMÁRIA
       Pintam o corpo para enfeitá-lo e também para  defende-lo contra o sol, os insetos e os espíritos maus.  As cores e os desenhos ‘falam’, dão recados. Boa tinta, boa pintura, bom desenho garantem boa sorte na caça, na guerra, na pesca e na viagem.
        Cada tribo e cada família desenvolvem padrões de pintura fiéis ao seu modo de ser. Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas e nos combates, mostra-se requintada, cobrindo também a testa, a face e o nariz. A pintura corporal é função feminina, a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido.
 As cores mais usadas pelos índios para pintar seus corpos são o vermelho muito vivo do urucum, o negro esverdeado da tintura do suco do jenipapo e o branco da tabatinga.
       Assim como a pintura corporal, a arte plumária serve para enfeites: mantos, máscaras, cocares,   passam aos seus portadores elegância e magestade. Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas a pura busca da beleza.

TRANÇADOS E CERÂMICA
       A tendência indígena de fazer objetos bonitos para usar na vida tribal, pode ser apreciada principalmente na cerâmica, no trançado e na tecelagem. A variedade de plantas que são apropriadas ao trançado no Brasil, dá ao índio uma inesgotável fonte de matéria prima. É trançando que o índio constrói a sua casa e uma grande variedade de utensílios, como cestos para uso doméstico, para transporte de alimentos e objetos trançados para ajudar no preparo de alimentos (peneiras), armadilhas para caça e pesca, abanos para aliviar o calor e avivar o fogo, objetos de adorno pessoal (cocares, tangas, pulseiras), redes para pescar e dormir, instrumentos musicais para uso em rituais religiosos, etc. Tudo isso sem perder a beleza e feito com muita perfeição.
        A cerâmica destacou-se principalmente pela sua utilidade, buscando a sua forma, nas cores e na decoração exterior, o seu ponto alto ocorreu na ilha de Marajó.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Arte Grega






Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida  presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações. Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal. Eles tem como características: o racionalismo; amor pela beleza; interesse pelo homem, essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas”; e a democracia. Foi na Grécia que surgiu a palavra classicismo. A arte grega abrangeu os séculos V e IV a.C.

O legado grego foi imenso para o mundo contemporâneo. Podemos observar isto em nossos costumes sociais e políticos. Os gregos nos deixaram imensos           tesouros: a democracia, a filosofia, a ética e o amor aos esportes (Olimpíadas). A civilização grega foi dividida em três épocas: Arcaica, clássica e helênica.

                Arquitetura

As edificações que despertaram maior interesse são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.

Ordem Dórica - era simples e maciça. O fuste da coluna era monolítico e grosso. O capitel era uma almofada de pedra.
Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a
ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência 
Ordem Jônica - representava a graça e o feminino. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente
sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem dórica traduz a forma do homem e a ordem jônica traduz a forma da mulher. 
Ordem Coríntia - o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentação.

Os principais monumentos da arquitetura grega:  

a) Templos, dos quais o mais importante é o Partenon de Atenas. Na Acrópole, também, se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Cária. 


b) Teatros, que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores. Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro, construído, no séc. IV a.C., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14.000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. 

c) Ginásios, edifícios destinados à cultura física. 

d) Praça - Ágora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, entre eles; filosofia. 





Arte Egípcia




A civilização egípcia é uma das primeiras, e data de 4.000 a.C.. A arte egípcia divide-se em funerária e religiosa.  Como se tratava de um povo extremamente religioso, a arte dos egípcios está muito ligada à religião.

Acreditavam na vida após a morte, e por isso mumificavam o corpo dos mortos, e colocavam junto à urna funerária perfumes, jóias, vestidos, armas, etc., enfim tudo que o morto precisaria ao voltar para a vida. A partir daí desenvolveram sua arte em função da religiosidade.

                                   PINTURA

A pintura egípcia se desenvolve nas paredes e colunas dos templos e mastabas e, nas câmaras funerárias que chamamos de pintura funerária. As pinturas masculinas eram pintadas de vermelho e as femininas de ocre. Gostavam muito de formas simétricas. Os egípcios pintavam também em rolos de pergaminho, que serviam para decorar as câmaras funerárias e caixões. Haviam também as representações de cenas da vida diária que eram ilustrados com pinturas e desenhos, e decoravam os túmulos egípcios.

Suas características gerais são:
·         ausência de três dimensões;

·         ignorância da profundidade;

·        colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem - indicação do relevo; e
Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.






ARQUITETURA




Os Egípcios criaram as pirâmides, monumento elevado sobre uma superfície quadrada de grandes dimensões e construída com enormes blocos de pedra, admiravelmente equilibrados. Seu interior é um autêntico labirinto, com várias passagens e galerias, que conduzem à câmara funerária. As pirâmides impressionam pela imponência do trabalho humano que representam, e pela ordenação racional dos cálculos dos arquitetos e intendentes (nestas obras públicas gigantescas, exploravam-se, além dos escravos, as populações agrícolas na estação morta, isto é, que não era de semeadura, nem colheita). Os egípcios construíam também templos, palácios, túmulos e mastabas, que constituem a arquitetura egípcia.

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas as ações erosivas do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.



                                                              
           Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. 
Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.

                              
                                      ESCULTURA
       


Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade.  Exageravam frequentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. ­



Arte Pré- Histórica





            O homem criou o que nós podemos chamar de arte, a mais ou menos 40.000 a.C, onde reproduzia a sua realidade e sua consciência mágica do mundo. Suas manifestações são múltiplas e, podem ser agrupados em formas escultóricas e pictóricas. Chamamos de Rupestre, as pinturas feitas em paredes de cavernas.

        Na idade Paleolítica (Pedra Lascada) as manifestações são escultóricas. As estatuetas de características femininas são exemplos desta manifestação artística.  A Vênus deste tempo (por vezes tão pequena, a ponto de caber na palma da mão) era posta em evidência como mãe e recurso de procriação.  Era caracterizada por seios grandes, nádegas abundantes, tendo cabeça e pernas pequenos.  Não tinha um rosto, só a cabeça, pois representava todas as mulheres.

          As pinturas das cavernas Pré-Históricas tinham um caráter mágico.  Acreditavam que tudo que conseguissem desenhar, poderiam dominar, ou seja, eles poderiam interferir na captura de um animal desenhando-o ferido mortalmente, podendo desta forma dominá-lo com facilidade.  Assim, as pinturas eram representações da natureza, tudo para garantir uma boa caçada e consequentemente, a sobrevivência.

       Para pintar, o homem produzia suas próprias tintas misturando terra com carvão, sangue e gorduras de animais.  Utilizavam os dedos e pincéis feitos de pelo de animais, presos a ossos ou gravetos de madeira.

          As duas principais grutas contendo vestígios de arte Rupestre são a de Lascaux e a de Altamira.  A gruta de Lascaux foi descoberta por acaso em 1940, constitui-se de três ambientes, onde pode-se observar representações de touros definidos por contornos pretos.  A gruta de Altamira foi descoberta em 1879, e nota-se a representação pelo teto da gruta, de bisões imóveis e feridos.

     Com a chegada da Idade Neolítica, a arte Rupestre perde o seu caráter unitário e desenvolve-se em linguagem diversas.

            No Brasil, também encontramos pinturas Rupestres que comprovam a existência do homem na América há milhares de anos, no Parque Nacional da Serra da Capivara e em Campo Formoso.



          Com a chegada da Idade Neolítica, a arte Rupestre perde o seu caráter unitário e desenvolve-se em linguagem diversas.
            No Brasil, também encontramos pinturas Rupestres que comprovam a existência do homem na América há milhares de anos, no Parque Nacional da Serra da Capivara e em Campo Formoso



Arte Impressionista








       O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista. 


       Principais características da pintura:


      * A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.

     * As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.


    * As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.


    * Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.

   * As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica. 




      A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.
 

Principais artistas:


Claude Monet  - incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, afim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade.  Usou sua casa em Giverny como tema de vários quadros, como por exemplo as Ninféias.








Auguste Renoir - foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da crítica, ainda em vida. Seus quadros manifestam otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade, preferia os nus ao ar livre, as composições com personagens do cotidiano, os retratos e as naturezas mortas.
Obras Destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouillière.



Edgar Degas - sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo. Além disso, foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Adorava o teatro de bailados.




Seurat - Mestre no pontilhismo. Obra Destacada: Tarde de Domingo na Ilha Grande Jatte.